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PFL tenta evitar cassa��o do mandato de ACM

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Brasília ? Em busca de uma saída para o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que não seja a cassação de seu mandato, o PFL tentará convencer os integrantes do Conselho de Ética a aprovarem uma pena mais branda contra ele, como a suspensão temporária do mandato. A alegação do senador Demóstenes Torres (PFL-GO), que vai apresentar voto separado nesse sentido, é a de que não há provas sobre o papel de ACM como mandante da montagem de grampos ilegais em vários telefones na Bahia. ?A cassação é uma pena muito alta para quem não comandou o esquema?, alegou. A proposta foi analisada hoje, não só pelo PFL mas também por líderes de outros partidos. Mas não é definitiva e vai depender de uma série de fatores, que ocorrerão até a próxima terça-feira, quando será votado no Conselho de êtica o parecer do relator Geraldo Mesquista (PSB-AC) propondo a abertura do processo de cassação do mandato de ACM. O principal fator é externo e diz respeito à pressão da opinião pública sobre os parlamentares. Se for intensa e manifestada pelos meios de comunicação, como ocorreu contra o ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ACM será abandonado à própria sorte, inclusive pelo seu partido. De qualquer forma, ainda que beneficiado por uma punição menor, é certo que ele ficará um período fora do exercício do mandato. Não se sabe se por um ano ou por dois meses, como defendem seus colegas de partido. A abordagem desta tese incomoda e constrange os senadores, mas é o que domina nas conversas do Senado. O líder do PT, senador Tião Viana (AC), disse ontem que há na Casa ?um movimento? para tornar secreto o voto no Conselho de Ética.

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