Nacional
Primeiro Emprego pode ser adiado
O carro-chefe da comemoração de 1º de maio do governo petista, o programa Primeiro Emprego, deve ser adiado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ontem, ao sair do Palácio da Alvorada, que ainda vai definir a data do lançamento do programa de incentivo ao emprego para a juventude. ?Quando nós formos anunciar vocês vão saber. Vou definir a data?. O governo ainda não decidiu como financiar os incentivos às empresas que contratarem os jovens. O motivo para o adiamento, segundo o Ministério do Trabalho, é a prioridade absoluta que o governo vem dando ao encaminhamento das reformas tributária e da Previdência Social, que serão enviadas ao Congresso na próxima quarta-feira. ?O Planalto não quer que nada atropele as reformas?, afirmou um assessor do governo. A dificuldade de obter os recursos necessários para o programa deslanchar é uma forte razão para o adiamento. O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, havia dito no dia anterior, durante audiência na Comissão Especial da Reforma Trabalhista na Câmara dos Deputados, que o projeto deveria beneficiar, até dezembro, 200 mil jovens. Só que o governo não tinha decidido ainda como incentivar a adesão das empresas ao programa. ?Pode ser por renúncia fiscal ou crédito?, disse. Embora Jaques Wagner tenha garantido que conta com o apoio do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para o programa, a área técnica do governo informa que Palocci resiste à renúncia fiscal e que essa opção está praticamente descartada. O Ministério do Trabalho informou que os recursos para o programa sairão do próprio Orçamento da União, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de organismos internacionais. ?Os recursos serão remanejados?, afirma um assessor do ministério, ao informar que não existe no orçamento uma rubrica específica para o programa Primeiro Emprego.