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Presidente do STJ v� tentativa de intimida��o ao Judici�rio

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Belo Horizonte - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Nilson Naves, afirmou, ontem, que está em curso uma verdadeira tentativa de intimidação ao Judiciário, causada, de um lado, pela violência urdida pelo crime organizado, de outro, pela tentativa de coibir juízes de conceder liminares ou de julgar imparcialmente e conforme as provas. A afirmativa foi feita durante o 60º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça, em Belo Horizonte. Nilson Naves disse que, não obstante as dificuldades enfrentadas pelos órgãos julgadores é inevitável reconhecer o esforço hercúleo empreendido para atender aos clamores sociais por justiça. O ministro citou o exemplo do STJ que, aos 14 anos de funcionamento, já ultrapassou a marca impressionante de um milhão de julgados. ?Contudo ? acrescentou - não se pode ignorar que, em verdadeira distorção da ordem estabelecida pelo Estado democrático de direito, têm surgido vozes e pessoas estranhas ao Poder Judiciário dispostas a fazer as vezes do juiz?. Segundo o ministro, ?essas vozes e pessoas, urge denunciá-las, e o farei enquanto for possível?. O presidente do STJ lembrou que ?por certo não haverá democracia que valha a pena sem a existência de um Judiciário forte e independente, rápido e eficaz, atuante e prestante?. Reforma radical Dois dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que existe uma ?caixa-preta? no Judiciário, o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) pregou ontem a promoção de uma reforma ?radical? no Poder. ?Precisamos fazer uma reforma radical do Poder Judiciário no Brasil. E nisso está implicado o sucesso ou o fracasso de nossa luta contra a violência?, afirmou. Bastos costuma dizer que o combate ao crime organizado deve ser estruturado em três eixos: modernização e integração das polícias, renovação da administração do sistema penitenciário e reforma da aplicação da Justiça. Durante visita a Vitória (ES), na terça-feira, Lula citou a necessidade de se reformar o Poder Judiciário. O presidente também defendeu a implementação do controle externo das atividades da magistratura. As idéias de Lula foram recebidas com protestos nos tribunais superiores.

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