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Suplicy faz balan�o e critica falhas do programa Fome Zero

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Teresina ? O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) voltou a dizer que o Fome Zero tem problemas. Ele considera o programa positivo, mas precisa de mudanças para desenvolver-se e chegar ao Renda Mínima, de autoria dele. O senador defende que cada brasileiro tenha direito a participar das riquezas do País. Ele esteve por dois dias com o governador Wellington Dias (PT) e a coordenadora do Fome Zero no Piauí, Rosângela Sousa, visitando Guaribas e Acauã, cidades-piloto do programa. Entre os problemas apontados por Suplicy estão a quantidade de famílias atendidas e o critério de definição de pobreza. Para ele, o valor de R$ 50,00 do Cartão Alimentação é muito modesto para atender as necessidades básicas de uma família. O senador disse que as famílias não compram verduras e frutas porque o dinheiro não dá. ?Elas compram o básico que são cerca de oito a dez itens. Acho que este cartão alimentação é o primeiro passo, mas não é o ideal?, disse. Dignidade Segundo Suplicy, o Fome Zero tem um orçamento de R$ 1,8 bilhão para serem gastos ainda este ano. Suplicy espera ver avanços para dar dignidade e cidadania à população carente. Pelas contas de Suplicy, observando o decreto que prevê assistência às famílias que ganham até meio salário mínimo, deveriam ser atendidas 730 famílias em Guaribas e um número semelhante em Acauã. ?Há muitas pessoas que tentaram ingressar no programa, mas não foram assistidas pelo cartão alimentação. ê muito difícil selecionar a pobreza. Esta responsabilidade está a cargo dos comitês gestores. O problema é que os recursos são escassos e é preciso observar os critérios?, explicou. Suplicy voltou a defender o Renda Mínima, aprovado pelo Senado em 2001 para ser implementada em 2005. A idéia consiste em criar um fundo a partir de um percentual do PIB. O objetivo é distribuir os recursos com todos os brasileiros sem distinção de raça, religião, situação socioeconômica ou estado civil. ?Por mim, isto seria iniciado ainda este ano. Como programa inicial, já que não há recursos, poderia ser implementado nos Estados mais pobres?, sugeriu.

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