loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Ministros do STF v�o permitir sal�rio maior

Ouvir
Compartilhar

Brasília - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem permitir que eles próprios recebam acima do limite de R$ 17.170, previsto na reforma previdenciária. Após a adoção do teto, os 11 ministros terão que decidir ?questões domésticas? que permitem com que eles ganhem, hoje, acima do limite. Uma das ?questões domésticas? é que três dos ministros recebem do Tribunal Superior Eleitoral a verba extra de R$ 3.200 por atividade temporária nessa área, além dos R$ 17.170 pagos pelo Supremo. Outra questão: o presidente do STF tem direito a uma verba extra de R$ 1.700 por ocupar esse cargo. Assim, a remuneração do atual presidente, Marco Aurélio de Mello, é em torno de R$ 19 mil. Também poderão ser atingidos os ministros que são professores universitários, como Gilmar Mendes, que dá aula na Universidade de Brasília, e Carlos Velloso, aposentado pela Universidade de Brasília. A tendência da maioria dos ministros é liberar o acúmulo das duas remunerações, conforme a Folha apurou. Alguns dizem reservadamente que a perda da verba do TSE significaria trabalho gratuito. Pela emenda constitucional da reforma previdenciária, entregue na quarta-feira do Congresso, a soma de salários, aposentadorias e remunerações de qualquer tipo não pode superar o teto. Depois da eventual liberação do pagamento acima do teto, o STF terá que decidir judicialmente se os demais servidores públicos podem fazer o mesmo. Polêmica ?Será muito ruim se houver dois pesos e duas medidas, uma para si e outra para os mortais?, disse, em tom irônico, Marco Aurélio, para quem o tribunal não deve criar nenhuma possibilidade de pagamento acima do teto. ?Todos os penduricalhos do contracheque devem ser abolidos?. Não será a primeira vez que o STF vai esbarrar em uma tentativa de adoção do teto. Uma polêmica decisão do tribunal, de 1989, impediu que saísse do papel a criação de um limite para cada Poder da República, previsto no texto original da Constituição.

Relacionadas