Nacional
Supremo mantém banqueiro preso
Brasília, DF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, pediu ontem informações à 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo antes de decidir sobre o pedido de liberdade do banqueiro Daniel Dantas, de sua irmã Verônica Dantas e de dez funcionários do Opportunity. Ontem mesmo Mendes recebeu o que havia solicitado à Justiça Federal paulista, mas não houve decisão até o fechamento desta edição. Dezessete pessoas estavam presas até o início da noite de ontem na sede da Polícia Federal de São Paulo. Outras sete permaneciam foragidas. Gilmar Mendes autorizou, no entanto, que os advogados de Dantas e Verônica tenham acesso aos inquéritos da Justiça e da Polícia Federal que culminaram na prisão temporária deles, do ex-prefeito Celso Pitta e do megainvestidor Naji Nahas, além de outras 13 pessoas envolvidas em esquema de corrupção deflagrado pela Operação Satiagraha. ### Senadores vão à tribuna para criticar a PF | ADRIANO CEOLIN - Folhapress Brasília, DF Depois de um dia de espanto diante das prisões do banqueiro Daniel Dantas, do megainvestidor Naji Nahas e do ex-prefeito paulistano Celso Pitta, os senadores resolveram abordar o tema de forma mais direta, o que provocou bate-boca no início da sessão de ontem. Sete senadores criticaram a atuação da Polícia Federal. Um elogiou. A confusão começou quando Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu a PF após congressistas de PSDB, DEM, PMDB e PT criticarem o que chamaram de show'' e espetacularização'' o modo como ocorreram as ações da Operação Satiagraha. Simon discursou depois dos tucanos Arthur Vírgilio (AM) e Tasso Jereissati (CE). Os dois exaltaram as declarações do presidente do STF, Gilmar Mendes, que criticou a divulgação de imagens com Pitta, Dantas e Najas algemados. ///