Nacional
Satiagraha usou 52 agentes da Abin

Brasília, DF O diretor do Departamento de Contra-Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunato Pinto, revelou ontem em depoimento à CPI dos Grampos que 52 agentes do órgão atuaram durante quatro meses na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Até então, a Abin admitia apenas colaboração com a PF e participação eventual de seus servidores. Com a voz embargada, Fortunato responsabilizou o delegado Protógenes Queiroz por descontroles ocorridos durante a Satiagraha, inclusive em eventuais escutas telefônicas clandestinas, e criticou a participação do agente aposentado do Serviço Nacional de Inteligência (SNI) Francisco Ambrósio de Nascimento na operação. Segundo ele, Queiroz usou várias estruturas oficiais e, pelo que estamos tomando conhecimento, não oficiais. ### CCJ aprova novas regras para grampos | ANDREZA MATAIS - Folhapress Brasília, DF A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem, por unanimidade, projeto que cria regras mais duras para escutas telefônicas e proíbe a venda de aparelhos de escuta até a regulamentação da nova lei. Um dos pontos mais polêmicos foi o prazo de duração da interceptação telefônica. Depois de duas horas de discussão, decidiu-se que a Justiça poderá autorizar a escuta por até um ano. O prazo inicial será de 60 dias, prorrogável pelo mesmo período, até o máximo de 360 dias, desde que haja autorização da Justiça. Atualmente, a escuta é autorizada por 15 dias, prorrogáveis indefinidamente por mais 15. Para os crimes permanentes, como seqüestro, por exemplo, não há limite. ///