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Estudante � baleada em faculdade no Rio
Rio de Janeiro - É grave o estado de saúde da estudante de Enfermagem Luciana Gonçalves Novaes, da Universidade Estácio de Sá, baleada na manhã de ontem, dentro do campus da instituição, no Rio de Janeiro. O tiro teria partido do Morro do Turano, vizinho à universidade, como represália pela morte do traficante Sapinho, no último fim de semana. A jovem passou, ontem, por uma neurocirurgia e pela retirada da bala para diminuir a pressão na medula. O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, determinou a ocupação imediata do Morro do Turano por policiais dos 1º e 6º BPMs. A ordem foi dada logo depois que Garotinho soube que a aluna foi baleada. Cerca de 200 policiais realizaram buscas no morro. Foram encontrados, até a noite de ontem, dois revólveres, 20 munições, balas de escopeta e sacolés de cocaína, mas ninguém foi preso. Os policiais permanecerão no local, por tempo indeterminado. A vítima foi transferida, à tarde, da Casa de Saúde Portugal, que fica em frente à universidade, para o Hospital Pró-Cradíaco de Botafogo, na Zona Sul. Ela passará por avaliações para detectar possíveis lesões na boca e esôfago. Logo após ser atingida, Luciana foi levada para a Casa de Saúde Portugal. Ela chegou ao hospital desacordada e com dificuldades para respirar por causa do excesso de sangue na boca. Foi entubada imediatamente e colocada no soro para reanimação. A estudante foi submetida a uma tomografia. O diretor da Casa de Saúde Portugal, Carlos Alberto Chiesa, confirmou que a bala que a atingiu está alojada entre as segunda e terceira vértebras cervicais. Isso poderá deixar a estudante tetraplégica. Policiais do 1º BPM disseram que houve outro ferido, Marcelo Araújo Mattos, 24, funcionário da universidade. Ele foi atingido por estilhaços de bala na nádega esquerda durante o tiroteio de hoje de manhã, mas está lúcido, passa bem e foi medicado apenas para aliviar a dor local. Seguranças da Universidade Estácio de Sá fecharam os portões e policiais militares tomaram o local. O clima de pânico tomou os alunos, que abandonaram as aulas. Familiares de Sapinho foram à porta da universidade para denunciar o desaparecimento de outros dois jovens. Eles explicaram que durante uma operação policial, na última sexta-feira, três rapazes foram presos, mas ontem um deles apareceu morto.