Nacional
Dilma Rousseff evita imprensa em visita ao Uruguai
Montevidéu, Uruguai Em visita de pouco mais de cinco horas a Montevidéu ontem, a presidente Dilma Rousseff evitou contato com a imprensa. Os ministros que integravam a comitiva presidencial se irritaram com perguntas sobre o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Palocci é coordenador político do governo e pivô de uma crise, depois que a Folha de S.Paulo publicou que seu patrimônio multiplicou por 20 em quatro anos, e que sua empresa faturou R$ 20 milhões em 2010, ano eleitoral. Após reunião bilateral com o colega José Pepe Mujica, Dilma se limitou a uma declaração formal sobre a visita ao Uruguai. Ela disse que não teria tempo para falar com jornalistas. A presidente embarcou para Brasília no final da tarde. O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) se irritou ao ser questionado sobre Palocci. Países querem ampliar cooperação | FOLHAPRESS Brasília, DF O aumento da cooperação entre o Brasil e o Uruguai nas áreas de infraestrutura e tecnologia foi a tônica da visita da presidente Dilma Rousseff ao Uruguai, ontem. Ao lado do presidente José Mujica, Dilma afirmou que até o final do ano serão concluídos dois trechos da ferrovia que liga os dois países. Ainda em 2011 deveremos reativar a conexão ferroviária que liga o Brasil ao Uruguai, disse a presidente em declaração conjunta com o presidente uruguaio. Os trechos a serem reativados ligam as cidades gaúchas Cacequi a Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. Esses trechos da ferrovia estarão prontos até o final do ano de 2011, garantiu Dilma. O Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e também o principal fornecedor do país vizinho. Na declaração, Dilma enfatizou a necessidade de ampliar as trocas comerciais e ressaltou que o Mercosul foi fundamental para que o cone sul tivesse um crescimento acima das taxas mundiais nos últimos anos.