Nacional
Agnelo autoriza quebra de seu sigilo bancário
Brasília, DF O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), ofereceu à CPI do Cachoeira seu sigilo bancário, fiscal e telefônico, com o argumento de que quem não deve não teme. O anúncio do governador arrancou aplausos e assobios de assessores do governo do Distrito Federal, que acompanhavam a sessão da CPI. Na sala ao lado da CPI, mais de 30 assessores e deputados assistiram à sessão e aplaudiram Agnelo Queiroz conforme as respostas do governador. O governador mostrou que não tem nada a esconder, disse o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). O deputado da oposição Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pediu que a promessa de Agnelo fosse formalizada ainda ontem e nos mesmos termos das outras quebras de sigilo feito pela CPI, com o prazo de dez anos. Um dia depois de se negar, em depoimento à CPI do Cachoeira, a entregar seus sigilos, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), anunciou ontem que mudou de ideia. Telefonei para os dois líderes do PSDB, na Câmara e no Senado, autorizando a quebra dos meus sigilos assim como já foi feito pelo governador de Brasília [Agnelo Queiroz]. Quem vai estabelecer os períodos é a CPI. De qualquer maneira, os líderes já foram autorizados por mim a procederem a quebra dos sigilos, afirmou. No depoimento à CPI, Agnelo negou irregularidades em seu governo no contrato com a Delta, cujo ex-diretor era parceiro de Carlos Cachoeira. Essa é a história de um governo que vem sendo perseguido pelo crime organizado e de um governante que a despeito disso trabalha para restituir o poder público no DF, disse. O contrato da Delta não foi assinado em meu governo e foi a mando da Justiça. Mas o governo eleito não era amigo. Depois de 26 dias que tomei posse, determinei um auditoria profunda, disse. O governador disse também no depoimento à CPI do Cachoeira que o grupo do empresário Carlos Cachoeira tentou, mas não conseguiu, fraudar uma licitação no governo do Distrito Federal. ?