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Documento final é alvo de controvérsias
Rio de Janeiro, RJ O coordenador brasileiro das negociações da conferência Rio+20, Luiz Alberto Figueiredo Machado, advertiu os demais negociadores que o documento final deve refletir um equilíbrio de descontentamentos. A frase, que mostra as dificuldades da negociação e confirma as baixas expectativas em torno do documento, foi dita no domingo à tarde (17), durante negociações dos capítulos 1 e 2 do texto, que falam em termos gerais do futuro que queremos e reafirmam os princípios do Rio, aprovados há 20 anos, durante a Eco-92. As negociações são fechadas à imprensa, mas acompanhadas por organizações não governamentais credenciadas na ONU. O relato do diálogo foi feito por Chee Yoke Ling, diretor da Third World Network, espécie de porta-voz informal do G77, que reúne mais de 130 países em desenvolvimento e a China. Segundo o relato, o negociador-chefe americano, Todd Stern, voltou a pedir a retirada do texto da menção literal ao princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, conhecido pela sigla em inglês CBDR pelo qual os países ricos devem pagar a maior parte dos custos da transição para um modelo de desenvolvimento que respeite o ambiente, devido a seu passivo de destruição ambiental e consumo excessivo. Stern alegou que o princípio se aplica apenas à questão climática, e que, de qualquer maneira, tem que ser reinterpretado, já que hoje países emergentes, como a China, têm uma emissão bruta (mas não per capita) de gases causadores do efeito estufa igual à dos países ricos.