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Escolha do novo ministro do STF pode atrasar

São Paulo, SP A agenda do Congresso pode atrasar a escolha da presidente Dilma Rousseff para a vaga de Carlos Ayres Britto no STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) disse sexta-feira que, apesar de a presidente ser ágil em suas indicações, desta vez terá que avaliar a viabilidade de lançar o nome que depende de aprovação em sabatina e votação no plenário do Senado. Adams afirma que a escolha pode ficar para depois, pois o Congresso tem uma pauta tumultuada com votações de medidas provisórias importantes e o Orçamento. A aposentadoria de Ayres Britto foi publicada sexta-feira no Diário Oficial da União e passa a valer a partir de amanhã. Ele se aposentou compulsoriamente porque completa 70 anos hoje. Vice-presidente do tribunal, o ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, assume o posto interinamente até quinta-feira, quando toma posse. Normalmente ela procura ser ágil para [indicar]o substituto. Mas não sei se o Congresso terá tempo. É uma questão também complexa pela pauta legislativa, disse Adams, antes de entregar uma placa a Ayres Britto em homenagem por sua passagem na Corte.