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Testemunha diz que cena do crime foi mudada

São Paulo, SP Corpos amontoados, sangue escorrendo pelas escadas como cascatas, fuzilamentos em celas fechadas, tapetes de mortos pelo chão, cenas de puro sadismo semelhantes às dos campos de concentração nazistas. As descrições dramáticas das testemunhas de acusação começaram a ser narradas ontem no primeiro dia de julgamento do Massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992, que resultou na morte de 111 presos. Hoje, devem começar a ser ouvidas nove testemunhas da defesa. No primeira etapa do julgamento, três ex-detentos, um chefe dos agentes penitenciários do Carandiru e um perito, convocados pela acusação, deram depoimentos contundentes e descreveram a ação de policiais atacando os presos sem serem ameaçados. Os dois primeiros ex-detentos a depor pediram para que os 24 PMs presentes (dois estavam doentes e não compareceram), acusados de participarem do massacre, fossem retirados da sala. As outras duas testemunhas permitiram a presença dos réus.