Nacional
Governo quer Vannuchi na OEA

Brasília, DF Encerrada a campanha para colocar o embaixador Roberto Azevêdo na direção da Organização Mundial do Comércio, o governo brasileiro começa outra, a do ex-ministro da Secretária Especial dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi para uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A candidatura, decidida pela presidente Dilma Rousseff, marca a volta das boas relações do Brasil com sistema interamericano de direitos humanos e com a Organização dos Estados Americanos (OEA), estremecidas desde 2011. Em abril daquele ano, a CIDH determinou ao Brasil que suspendesse as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte por prejuízos às populações nativas. A ação irritou o governo brasileiro, que classificou de precipitada e injustificável a medida cautelar do Conselho. A partir daí, a crise apenas piorou: o Brasil parou de pagar as contribuições à OEA, retirou o embaixador até hoje o país tem apenas o encarregado de negócios na missão em Washington e, em um último ato de protesto, retirou a candidatura do mesmo Vannuchi a uma vaga na CIDH.