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Movimento cresce e foco de protesto muda

São Paulo, SP Depois da violência policial na última manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô em São Paulo, o movimento cresceu em tamanho e número de causas. O próximo ato, na segunda-feira, 17, tem a confirmação de 106 mil pessoas nas redes sociais e, além de se posicionar contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 nas passagens, também se posiciona pelo direito de manifestação e contra a repressão da polícia. Entidades sem ligação direta com a redução das tarifas, incluindo desde o Greenpeace à Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, repudiaram a violência. A manifestação que acabou na batalha de anteontem havia tido 12 mil confirmações no Facebook. Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace, vê uma oportunidade real de conseguir mudanças nos transportes. A mobilização é muito maior que os R$ 3,20. A tarifa foi apenas o estopim de uma demanda há tempos reprimida, que é a necessidade de um transporte coletivo melhor, diz. A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo divulgou uma carta aberta ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao prefeito Fernando Haddad (PT) em que classifica a violência como inadmissível e critica a Rota, que transformou o que já era aterrorizante em praças de guerra. A ONG de direitos humanos Conectas disse que denunciará o caso aos relatores da ONU para Liberdade de Expressão e Prisões Arbitrárias. Sites em inglês também foram criados para divulgar a violência policial.