Nacional
TSE cobra participação feminina

Brasília, DF O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, defendeu ontem a punição para os partidos políticos que não cumprirem a exigência prevista em lei desde 2009 de obrigar as legendas a destinar um mínimo de 30% das candidaturas às mulheres. A partir do momento em que os partidos não observam o previsto na legislação, cabe ao Ministério Público representar, afirmou ele, em entrevista após a sessão solene do Congresso destinada a lançar a campanha do TSE Mulher na Política. No discurso que fez durante a solenidade, Marco Aurélio citou números que apontam para a baixa participação das mulheres em cargos eletivos. Nos governos estaduais, são duas governadoras, com participação de cerca de 7%. Na Câmara, são 46 deputadas federais, um total de quase 9% dos 513 parlamentares. No Senado, são 10 senadoras, ou seja, 12% das 81 cadeiras. Ele sugeriu mudanças na lei para garantir o aumento da participação das mulheres na política, no que teve a concordância do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).