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Petrobras demite diretor que teria feito laudo falho
Rio de Janeiro A Petrobras Distribuidora, subsidiária da Petrobras, demitiu ontem o diretor financeiro Nestor Cerveró. Ex-diretor da área internacional da Petrobras, ele está no olho do furacão da crise causada pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A exoneração veio dois dias após a presidente Dilma Rousseff responsabilizar o executivo pelo resumo técnico falho e incompleto sobre a negociação apresentado ao conselho de administração, em resposta ao jornal O Estado de S. Paulo. Em férias na Europa e antes de saber de sua demissão, o executivo fez um desabafo: Do jeito que as coisas foram postas, minha única alternativa é o silêncio, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A saída de Cerveró da diretoria financeira da BR Distribuidora era considerada inevitável já na noite de quinta-feira, entre os principais assessores da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. A dúvida era se a demissão seria decidida na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, realizada ontem, ou anunciada depois da volta do executivo das férias. A maior preocupação dos assessores é tirar a presidente do centro da crise, embora reconheçam que a tensão foi criada pela decisão de Dilma de desconsiderar a nota da Petrobras sobre a compra da refinaria de Pasadena e redigir ela própria uma resposta ao Estado. A aquisição do ativo é alvo de investigação por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas. A Petrobras pagou US$ 1,18 bilhão pela refinaria.