Nacional
CVM acusa Pizzolato em fraude

Rio Encerrado no Supremo Tribunal Federal (STF), o processo do mensalão ainda poderá ter desdobramentos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A xerife do mercado de capitais investiga o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e os ex-diretores de Varejo do banco, Fernando Barbosa de Oliveira e Paulo Euclides Bonzanini. Aberto em 2012, o processo administrativo sancionador apura possíveis irregularidades dos executivos no repasse de recursos a agências de publicidade, em ações de marketing e propaganda desenvolvidas pelo Fundo de Incentivo Visanet. A pedido de Oliveira e Bonzanini, a CVM prorrogou o prazo de apresentação de defesa dos acusados, impreterivelmente, até o dia 29 de agosto. Condenado pelo STF a 12 anos e sete meses de reclusão pelos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Pizzolato não constituiu advogado no processo administrativo em curso na CVM. Com dupla cidadania (brasileira e italiana), Pizzolato fugiu do Brasil, no ano passado, para não cumprir a pena. Foi preso em fevereiro deste ano em Pozza di Maranello, na região de Bolonha, na casa de um parente. Desde então, está detido na prisão de Santana, nos arredores de Módena. O Brasil pediu a sua extradição.