Nacional
Foster coloca cargo à disposição
Rio A presidente da Petrobras, Graça Foster, confirmou, ontem, durante coletiva de imprensa, que colocou seu cargo e de toda a diretoria à disposição da presidente Dilma Rousseff. Segundo ela, a decisão foi tomada diante do risco de que a permanência da diretoria inviabilizasse a aprovação do balanço da estatal. Graça afirmou ainda que as investigações da Operação Lava Jato indicaram a necessidade de uma sinalização positiva de que a diretoria está em condições, do ponto de vista de sua governança, de assinar o balanço. Eu preciso ser investigada, os diretores, nós precisamos ser investigados. E para isso precisamos das auditorias internas. Eles chegam, entram na sua sala, abrem seus armários, pegam seus papéis, computadores. E isso é bom, disse Graça. Segundo ela, a diretoria permanece enquanto contar com a confiança da presidente e ela entender que devo ficar. Graça afirmou que conversou com Dilma uma, duas, três vezes, mas que uma definição é ela quem tem que falar. A coisa mais importante para a diretoria é a Petrobras, muito mais importante que o meu emprego. Temos discutido isso no conselho também, essa é a motivação de se discutir a conveniência de nossa permanência em função do balanço, disse a executiva. Os funcionários, 85 mil funcionários, cobram que sejamos respeitados também pela governança, completou. Segundo a executiva, a não apresentação do balanço não foi uma imposição da auditoria externa, PriceWaterhouse Coopers (Pwc). Nós não estávamos prontos, afirmou. Os resultados das investigações tornaram evidente que nós precisamos fazer baixa no patrimônio líquido da companhia, disse.