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Opera��o em favelas do Rio deixa oito mortos

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Rio ? Oito pessoas morreram no início da tarde de ontem durante uma operação policial no morro da Mineira (Catumbi, região central do Rio de Janeiro). Eles teriam reagido a tiros à chegada dos policiais à favela. Durante a operação que contou com 60 policiais civis, 15 carros e um helicóptero, foram apreendidos dois fuzis, pistolas e revólveres e uma mochila com drogas. O objetivo da operação era confirmar denúncia de que estava escondido em favelas do Catumbi o bando acusado de ter baleado a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, 19, no pátio da Universidade Estácio de Sá, na última segunda-feira. Dois dos oito mortos foram identificados pelos apelidos. Segundo a polícia um seria conhecido como Leniado, um dos chefes do tráfico na Mineira. O outro, Dorsa, também integraria a quadrilha. Uma outra operação policial está sendo realizada no complexo da Maré, zona norte do Rio, uma das regiões mais violentas da cidade. O complexo é formado por 15 favelas, cujo controle é dividido por três facções criminosas rivais: o CV (Comando Vermelho), o TC-ADA (Terceiro Comando e Amigo dos Amigos) e o TCP (Terceiro Comando Puro). O objetivo da operação é reduzir as constantes ações violentas que ocorrem na avenida Brasil e nas linhas Vermelha e Amarela. Segundo a polícia, não há prazo para terminar. Aulas suspensas Nove escolas e três creches de vários bairros do Rio não abriram ntem por causa de supostas ameaças creditadas a traficantes. Algumas dessas escolas são bastante conhecidas, como os colégios Andrews e Anglo-Americano (zona sul), o Colégio Veiga de Almeida (Barra da Tijuca, zona oeste) e o Centro Educacional de Bangu (zona oeste). Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino, cerca de 10 mil crianças e adolescentes ficaram sem aula. Duas creches em Copacabana também fecharam. Outra escola, a Nossa Senhora de Lourdes, pediu reforço da segurança. Ontem, a Universidade Gama Filho fechou depois de receber ameaça. Para o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino, José Antônio Teixeira, a decisão de como proceder deve caber a cada escola. ?Essa é uma decisão solitária. Não podemos colocar em risco a vida das crianças.? Pânico O chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, disse que há uma ?onda de histeria na cidade? e que as escolas não devem fechar ?toda vez que aparece um boato?. Ele orientou os donos de colégios a procurarem a PM e Polícia Civil para que façam uma avaliação da ameaça, antes de tomarem uma decisão. Sugeriu também que eles comprem aparelhos Bina, que marcam o número do telefone de quem está ligando. No Hospital do Fundão, o número de doações caiu pela metade de duas semanas para cá. A equipe atribui isso ao medo dos ataques na Linha Vermelha, que estaria afastando doadores de sangue. Três policiais foram assassinados entre o final da noite de anteontem e madrugada de ontem, em diferentes pontos do Rio. Um dos ataques ocorreu próximo da avenida Brasil. Um carro do Batalhão de Policiamento de Vias Especiais foi baleado por ocupantes de um comboio. O policial chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Os outros dois policiais teriam sido mortos ao reagir a assaltos.

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