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Empreiteiras não foram extorquidas, diz ex-gerente

Brasília, DF O ex-gerente-executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco contrariou a alegação de empreiteiros de que eram coagidos a pagar propinas. Em depoimento à CPI da Petrobras que foi iniciada ontem, no final da manhã, Barusco disse não lembrar de casos de extorsão. Fico procurando na minha mente e na minha memória e não me recordo de nenhum caso. Extorsão eu nunca vi, afirmou. Barusco prestou depoimento aos parlamentares desde as 10h55. Ele está em liberdade. Para não ser preso, o ex-gerente-executivo da diretoria de Serviços da Petrobras fechou acordo de delação premiada em que se comprometeu a devolver cerca de US$ 100 milhões à estatal. Durante sua fala, ele afirmou ter começado a receber propinas em 1997, ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Como não conseguiram ampliar o prazo de investigação da CPI, petistas apostam no depoimento de Barusco para ligar os tucanos ao esquema de corrupção da Petrobras. A oposição não se opõe a ouvir o ex-gerente da estatal porque afirma que Barusco deixou claro que, naquela época, os acordos eram feitos entre ele e o representante de uma empresa, sem participação do governo.