Nacional
Duque adota o silêncio na CPI

Brasília, DF Apesar de ter adiantado à CPI da Petrobras que permaneceria calado no depoimento prestado ontem, o ex-diretor da estatal Renato Duque deu breves declarações e afirmou estar com a consciência tranquila. Eu vou provar que meus bens têm fundo no meu trabalho, disse ao fim da sessão. Duque negou que ele ou sua esposa tenham parentesco com o petista José Dirceu ou que sua esposa tenha procurado o ex-presidente Lula para pedir ajuda para que fosse solto. Preso na última segunda-feira (16) pela décima fase da Operação Lava Jato, Duque já havia sido convocado pela CPI e, após a suspensão de um ato da Câmara que impedia a oitiva de presos dentro da Casa, foi conduzido na quinta-feira da carceragem da Polícia Federal até a Câmara para ser ouvido pelos deputados. Ex-diretor de Serviços da Petrobras, Duque é apontado pelo ex-gerente Pedro Barusco, seu subordinado, como beneficiário do pagamento de propinas de empresas. Segundo Barusco, que assinou delação premiada, Duque recebia parte da propina e ainda repassava outra parte ao PT, por meio do tesoureiro João Vaccari Neto. Ambos negam as acusações. Duque começou a falar por volta das 10h30. Ao ser apresentado, já adiantou: Existe uma hora de falar e uma hora de calar. Esta é a hora de calar, do meu ponto de vista, eu estou sendo acusado, me encontro preso, então por esse motivo é que eu estou exercendo meu direito constitucional ao silêncio.