Nacional
Vaccari depõe e alega inocência
Brasília, DF Apontado pelas investigações da Operação Lava Jato como o principal operador do PT no esquema de propina na Petrobras, o tesoureiro petista, João Vaccari Neto, afirmou ontem que não se envolveu no esquema de desvio de recursos que abate a estatal. Em depoimento à CPI que investiga irregularidades na petroleira, com direito a distribuição de panfletos ridicularizando os petistas, tumultos e roedores durante a reunião, Vaccari rebateu as acusações feitas por quatro delatores, se disse inocente e ainda isentou o PT, partido que está desde a sua fundação, de envolvimento no escândalo de corrupção na Petrobras. Nas mais de sete horas de depoimento, Vaccari contou com a blindagem da bancada do PT, que ficou vigilante nas tentativas de agredi-lo pessoalmente, com a passividade do PMDB, e com o fato de a oposição não ter conseguido avançar ao fazer os questionamentos nas sete linhas de investigação da Operação Lava Jato. O dirigente petista preferiu desqualificar as acusações feitas por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Pedro Barusco, o ex-gerente de Serviços da estatal, o doleiro Alberto Youssef e o empreiteiro Augusto Mendonça, da Toyo Setal. Disse que jamais discutiu com eles sobre doações legais ou ilegais para o partido e procurou, tanto quanto foi possível, mostrar-se distante deles. As afirmações que são feitas nas delações premiadas, no que se refere à minha pessoa, não são verdadeiras, repetiu Vaccari à exaustão e para irritação da oposição.