Nacional
Esquema desviou R$ 18 mi da Petrobras
No capítulo em que esmiúça a participação do doleiro Alberto Youssef no suposto esquema de superfaturamento e desvios de recursos das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, o juiz Sérgio Moro adverte que a lavagem de grande quantidade de dinheiro merece reprovação especial a título de consequências. A investigação revela que foram lavados R$ 18,64 milhões que teriam sido desviados do empreendimento. Moro não concedeu o perdão judicial para Youssef, que fez delação premiada e revelou o envolvimento de políticos no esquema de recebimento de propinas. Moro fez menção a um acordo de colaboração firmado pelo doleiro em 2004 no âmbito de outra operação rumorosa, a do caso Banestado (evasão de US$ 30 bilhões). Inviável benefício igual a Paulo Roberto Costa já que Alberto Youssef já foi beneficiado anteriormente em outro acordo de colaboração, vindo a violá-lo por voltar a praticar crimes, o que reclama maior sanção penal neste momento. Não cabe, como pretendido, o perdão judicial, assinalou o juiz, aqui referindo-se ao doleiro. A efetividade da colaboração não é o único elemento a ser observado.