Nacional
Cunha é citado em caso de propina
Brasília, DF O depoimento do ex-diretor do Centro de Informática da Câmara, Luiz Antônio Eira, à Procuradoria Geral da República (PGR) reforçou as suspeitas de que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi o verdadeiro autor de dois requerimentos protocolados para investigar empresas suspeitas de pagamento de propina o gesto, segundo o doleiro Alberto Youssef, teve o objetivo de forçar essas empresas a continuarem pagando propina a Cunha. Coube a uma aliada do parlamentar, a então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), apenas a inserção no sistema, segundo a PGR. Não existiu fraude na atribuição de autoria dos requerimentos, conforme o depoimento do ex-diretor. A autoria dos documentos pelo login de Cunha também foi atestada pela Secretaria de Pesquisa e Análise da PGR. Além disso, existia a franca possibilidade de que as provas fossem destruídas, alteradas ou suprimidas, especialmente os registros do sistema e outros dados mantidos pela área de Tecnologia da Informação da Câmara dos Deputados, segundo a PGR registrou no pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) de diligência na Câmara. BUSCA DE DADOS O relator do inquérito que investiga Cunha, ministro Teori Zavascki, autorizou a operação de busca de dados na Casa, o que foi feito na segunda e na terça-feira por procuradores da República, peritos e um oficial de justiça do STF. O procedimento era sigiloso, mas o segredo dessa ação cautelar foi derrubado ontem.