Nacional
Governistas divergem sobre CPMF

Salvador, BA A proposta de reedição da CPMF para financiar a saúde no País provocou queda de braço entre governo e a cúpula do PT. O presidente do partido, Rui Falcão, e o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), chegaram a discutir no meio do saguão do hotel que abriga o 5º Congresso Nacional da sigla, em Salvador. No texto-base aprovado na quinta-feira (11), pelos petistas, para nortear os trabalhos do congresso, Falcão incluiu um parágrafo em defesa da CPMF: Somos favoráveis à retomada da contribuição sobre movimentação financeira, um imposto limpo, transparente e não cumulativo, como uma nova fonte de financiamento da saúde pública. Nesta sexta-feira (12), porém, Guimarães e o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), afirmaram em entrevistas a jornalistas que o tema não foi discutido pelo governo. Guimarães disse, ainda, que o trecho seria retirado da resolução final do documento petista, que deve ser aprovado hoje. Ao ser informado sobre as declarações dos companheiros de partido, Falcão se dirigiu a Guimarães dizendo que o parágrafo seria mantido. MANCHETES O líder do governo rebateu. Amanhã (hoje), as manchetes dos jornais serão que o PT quer a volta da CPMF. Se você não retirar [o trecho], a gente vai te derrotar no voto. Minutos depois, Falcão concedeu uma entrevista a jornalistas e reafirmou sua posição. Não acho que o parágrafo será retirado, disse o presidente petista. Eu, pessoalmente, tenho defendido isso [a reedição da CPMF]. O ministro Arthur Chioro (Saúde), ao que me consta, tinha sido autorizado pela presidente Dilma a buscar uma forma de financiamento para a saúde. Se não for CPMF, com esse nome, certamente será algum tipo de contribuição para financiar esse serviço, completou.