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Presidente da Andrade Gutierrez vira réu na Operação Lava Jato

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Curitiba, PR O juiz federal Sergio Moro aceitou ontem, a denúncia do Ministério Público Federal contra executivos da Andrade Gutierrez, que agora irão responder sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foram acusados pela força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga o pagamento de propina em obras públicas, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e outras 12 pessoas, incluindo ex-funcionários da empreiteira. Azevedo está preso preventivamente em Curitiba desde junho. Segundo o juiz Moro, há provas documentais do fluxo financeiro entre a empresa e operadores de propina, paga em dez contratos da empresa com a Petrobras. O Ministério Público Federal acusa a empreiteira de ter promovido o pagamento de R$ 243 milhões em vantagens indevidas nesses contratos. Foram detectadas movimentações de pelo menos R$ 10 milhões, aproximadamente, em operações de lavagem de dinheiro, feitas com o auxílio dos operadores Alberto Youssef, Fernando Soares (o Baiano), Armando Furlan Júnior, Mario Goes e Lucélio Goes. Na decisão, Moro revela que Mario Goes, preso desde fevereiro, fechou um acordo de delação premiada. Ele admitiu que movimentou pelo menos R$ 3,4 milhões e outros US$ 6 milhões, no Brasil e no exterior, para o pagamento de propinas a Pedro Barusco, ex-gerente da área de Serviços da Petrobras. Além do depoimento dos colaboradores, a documentação que indica a existência do cartel e dos ajustes de licitação e a prova documental do fluxo financeiro entre a Andrade e os operadores conferem sustentação à denúncia, escreveu o juiz.

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