Nacional
Urna com impressora pode acabar em 2004
São Paulo - O voto impresso por meio da urna eletrônica pode ser extinto no ano que vem, apesar de ter sido utilizado apenas uma vez desde que a implantação do sistema informatizado de votação. As informações são da Agência Brasil. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) apresentou projeto de lei extinguindo o voto impresso, e justificou o pleito pelos vários inconvenientes apresentados pelo sistema de impressão nas eleições do ano passado. Um dos principais argumentos é o alto custo da expansão da impressão eletrônica para as 350 mil urnas que ainda não contam com o mecanismo. ?Os 350 mil módulos impressores a serem instalados nas urnas eletrônicas remanescentes significarão a despesa de aproximadamente R$ 250 milhões, incluindo a aquisição dos mesmos e os serviços necessários para a modificação dos equipamentos?, afirma Azeredo. O senador diz também que outros R$ 100 milhões seriam necessários para campanhas de treinamento de mesários e eleitores e para a divulgação da novidade em rádio e TV. Convênio O presidente do TSE, ministro Sepúlveda Pertence, embarcou nesse sábado para o México, onde assinará convênio de cooperação técnica com o Instituto Electoral del Distrito Federal, entidade mexicana que realiza as eleições no país. O ministro será recebido pelo presidente do Instituto, conselheiro Javier Santiago Castillo. O objetivo do convênio é o empréstimo de urnas eletrônicas brasileiras para uso nas eleições mexicanas do próximo dia 6 de julho. O TSE emprestará 150 urnas e desenvolverá o sistema de votação de acordo com as peculiaridades mexicanas. As urnas serão utilizadas, num primeiro momento, de maneira não oficial, servindo como prova para avaliação do sistema e aceitação do eleitor mexicano -serão colocadas 150 urnas eletrônicas ao lado das urnas tradicionais.