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Contrato com o Planejamento vira foco da Lava Jato
Brasília, DF A Polícia Federal deflagrou ontem mais uma fase da Operação Lava Jato e passou a investigar um contrato para fornecimento de crédito consignado a servidores federais intermediado pelo Ministério do Planejamento. Essa 18ª fase foi intitulada Pixuleco 2, por ser uma continuidade da etapa anterior. De acordo com a PF, a Consist Software, empresa envolvida na Lava Jato, ficou responsável pela gestão do sistema usado nessas operações de crédito consignado. O contrato foi firmado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). R$ 52 MILHÕES A Consist, ainda segundo os investigadores, repassava 40% do valor que recebia do negócio a empresas indicadas por Alexandre Romano, advogado e ex-vereador do PT em Americana (SP), preso ontem pela Lava Jato, e pelo lobista Milton Pascowitch. Romano foi detido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O esquema teria movimentado R$ 52 milhões. Algumas dessas empresas que recebiam o dinheiro desviado eram de fachada; outras, recebiam sem a efetiva prestação de serviços. Os investigadores afirmam que entre as empresas que emitiam notas ideologicamente frias estão escritórios de advocacia. Dos dez mandados de busca e apreensão cumpridos ontem pela PF, estão quatro escritórios de advocacia. Dois deles, em Curitiba, costumam prestar serviços ao PT. Um é o escritório do advogado Guilherme Gonçalves. Ele é um dos principais especialistas do Paraná em Direito Eleitoral e atuou ano passado como coordenador jurídico da coligação que elegeu Ratinho Jr. (PSC-PR), deputado estadual, e também como advogado de campanha de Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao governo do Paraná.