Nacional
Cunha defende reajuste para o FGTS
Brasília, DF O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), saiu em defesa da proposta que aumenta a remuneração do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O tema está na pauta de votação no plenário e será primeiro item apreciado hoje. Primeiro, o dinheiro não é do governo, é do trabalhador. Segundo, são só saldos dos novos depósitos a partir de 2016. Terceiro, o governo tem mais de R$ 80 bilhões em caixa, afirmou. Há mais de 20 projetos em tramitação no Congresso sobre a correção do fundo. A proposta defendida por Cunha iguala a regra do FGTS à da poupança: correção de 6,17% ou 70% da taxa Selic + TR ao ano. As novas regras valeriam apenas para depósitos feitos a partir de 2016. O governo argumenta que o fundo não suportaria as despesas a partir de 2018, pois em três anos utilizaria todo o dinheiro em caixa para cobrir o custo extra. É mais uma tentativa de disfarçar a realidade. O governo quer ficar controlando um fundo que não é dele, avaliou Cunha, para quem não há pauta-bomba. Estou fazendo o dinheiro ser corrigido pela poupança. São os novos depósitos, finalizou. Eduardo Cunha voltou a se posicionar contra as propostas apresentadas semana passada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros na chamada Agenda Brasil.