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Camargo Corrêa faz acordo com o Cade e pagará R$ 104 mi
Brasília, DF O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem um novo acordo com a empreiteira Camargo Corrêa pelo qual ela reconhece a existência de um cartel nas obras da Petrobras, esquema já investigado pela Operação Lava Jato. Por se tratar do segundo acordo no Cade relativo ao cartel na Petrobras, a Camargo Corrêa não obteve um acordo de leniência, mas sim um termo de compromisso de cessação. Nesse caso, os benefícios para a empresa são menores e não incluem, por exemplo, benefícios na esfera penal. A primeira construtora a obter a leniência no cartel da Petrobras foi a Setal. Além da empreiteira como pessoa jurídica, o termo de compromisso com o Cade inclui também os dois executivos da empresa que já haviam firmado delação premiada com o Ministério Público Federal, Dalton Avancini e Eduardo Leite.