Nacional
Dilma não descarta novos tributos
Brasília, DF Um dia após pedir ajuda ao Congresso na construção de saídas para o rombo fiscal, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o governo não vai fugir às suas responsabilidades e enviará ao Legislativo novas propostas para reduzir o deficit de R$ 30,5 bilhões nas contas públicas -sem descartar, inclusive, a criação de novos tributos. O governo ensaiou recriar a CPMF, o chamado imposto do cheque, mas desistiu diante da repercussão negativa entre políticos e empresários. A presidente pontuou que não gosta do tributo, mas deixou claro que não afasta a necessidade de criar novas fontes de receita. Não gosto da CPMF. Acho que a CPMF tem suas complicações. Mas não estou afastando a necessidade de fontes de receita, não estou afastando nenhuma fonte de receita. Quero deixar isso claro para depois, se houver a hipótese de a gente enviar essa fonte, nós enviaremos, declarou após cerimônia no Palácio do Planalto. Na terça-feira (1º), Dilma pediu ajuda ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - este rompido formalmente com o governo-, para propor medidas que cubram o rombo fiscal. Depois do encontro, ambos disseram que não cabe ao Congresso resolver o problema do deficit. O governo vai de fato mandar [um adendo à proposta Orçamentária para 2016], e é responsabilidade dele [...] Nós não fugiremos às nossas responsabilidades de propor a solução ao problema. O que queremos, porque vivemos em um país democrático, é construir essa alternativa, mas não transferindo a responsabilidade de ninguém porque ela sempre será nossa, disse a presidente em um recado aos peemedebistas.