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Previdência é alternativa à CPMF

São Paulo, SP O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu a manutenção dos vetos presidenciais pelo Congresso na próxima semana, quando devem ser apreciados seis remanescentes que não foram votados nesta semana. Os parlamentares mantiveram 26 dos 32 vetos na sessão de quarta-feira, 23. Faltam alguns projetos importantes, que constituem as chamadas pautas-bomba, ou seja, que aumentam os gastos do governo. Um deles é o reajuste de 59,5% para os servidores do Judiciário. Foi um avanço muito importante a votação esta semana para se manter os vetos. Cada veto mantido é um imposto que não se precisa pagar. Agora o mais importante é manter os vetos na votação da próxima semana, comentou o ministro ao sair de um encontro com empresários do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), em um hotel de São Paulo. PREVIDÊNCIA Questionado se haveria uma alternativa para a CPMF, já que mais cedo, no mesmo encontro, o presidente da República em exercício, Michel Temer, disse que seria difícil o projeto passar pelo Congresso, Levy comentou que é preciso ver o sentimento do Congresso em relação a (aumentos de) impostos. Ao chegar, Levy já havia dito que sem este imposto seria preciso uma reforma da Previdência. Então ele (Temer) está dizendo que vai aprovar a reforma da Previdência, pois precisamos de reequilíbrio fiscal Numa reunião, mais cedo, Temer negou a existência de uma crise institucional que pudesse culminar com a saída da presidente Dilma Rousseff do poder. Segundo fontes que participaram do encontro, Temer foi questionado sobre a possibilidade de impeachment pela presidente do IDV e do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano.