Nacional
Dilma reúne especialistas contrários ao afastamento

Brasília O Planalto reuniu, ontem, cerca de 30 especialistas em direito contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff para reforçar o discurso do governo de que não há base legal para o pedido e que a abertura do debate foi uma retaliação do presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após petistas decidirem votar contra ele no Conselho de Ética da Casa. Ao lado dos ministros Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) e José Eduardo Cardozo (Justiça), especialistas apontaram capricho de Cunha em tomar a decisão e chamaram o gesto de fato forjado irresponsavelmente. Os ministros também fizeram críticas ao processo. Para Adams, quer-se, de forma artificiosa, criminalizar a conduta da presidente. Pensar que hoje, fora da Constituição e da lei, se vai conseguir pacificar o País e encontrar saídas para quaisquer das crises que vivemos é um erro grosseiro, um equívoco que não podemos concordar, disse Cardozo. O que estamos a discutir: um capricho de uma autoridade da República que, por ter sido contrariado pelo partido da presidente, resolveu receber a representação e com isso colocar todas as instituições da República e a sociedade civil submetidas a seus caprichos, disse Luiz Moreira, conselheiro nacional do Ministério Público.