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Governo avalia que Temer quer forçar rompimento

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Brasília, DF O Palácio do Planalto avalia que o vice-presidente Michel Temer (PMDB), com sua dura carta recheada de críticas à presidente Dilma Rousseff, quer forçar que o governo rompa com ele para que o peemedebista fique mais livre para se posicionar sobre o processo de impeachment. Segundo assessores presidenciais, Temer não quer ficar com o ônus do rompimento e tenta fazer com que ele venha do Palácio do Planalto. A orientação tirada na segunda-feira (7) em reunião da presidente com sua equipe, quando a carta de Temer foi divulgada, é que o governo não reaja ao documento exatamente para não dar ao vice os argumentos que ele busca para se distanciar ainda mais da petista. Para auxiliares presidenciais, o peemedebista adotou uma postura, nos últimos dias, de distanciamento e de silêncio para provocar uma reação negativa da presidente Dilma. Um auxiliar diz que a carta foi apenas o fecho desta estratégia. A carta, segundo auxiliares presidenciais, praticamente inviabiliza qualquer tipo de diálogo daqui para a frente e é um último passo do grupo de Temer na direção do rompimento. Do lado do vice-presidente, ele insistiu na noite de segunda que sua carta não significa um rompimento. A amigos, Temer disse que o documento escrito por ele foi um desabafo, porque a presidente Dilma buscava divulgar uma versão que não combina com os fatos: o de que confia nele, numa estratégia, vista pelo grupo do vice, como uma forma de constrangê-lo a criticar o processo de impeachment.

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