Nacional
Caso Pedrinho: Vilma passa mal e vai para UTI
Goiânia - A empresária Vilma Martins, 47, presa sob acusação de seqüestrar os filhos de criação, Osvaldo Borges Martins Jr. (o Pedrinho) e Roberta Jamilly Martins Borges (a Aparecida Fernanda), foi transferida, ontem, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Goiânia (GO). Segundo o diretor-geral do hospital, Luciano Sardinha, ela passa bem, sua pressão já foi controlada e está 12 por oito - Vilma foi internada com 24 por 14. Para ele, a transferência é ?administrativa?, pois fica mais fácil garantir o isolamento da paciente na UTI. Um policial está próximo à empresária. ?Nesta terça-feira ela já deve ter alta e pode ir para a cadeia?, afirmou Sardinha. Vilma teve uma crise hipertensiva quando foi presa, ontem, na casa de uma amiga. Ela foi levada ao hospital, onde foi medicada e passou por uma tomografia. Vilma era procurada desde o dia 28 de abril, quando foi decretada sua prisão preventiva. Ela foi encontrada por volta das 9h de ontem em Aparecida de Goiânia. De acordo com o delegado Antonio Gonçalves, da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), ela estava deitada debaixo de um sofá, na casa da filha de uma amiga de infância, Ana Borges. Levada para a Deic, Vilma precisou ser removida para o Hospital de Urgência em um carro do Resgate do Corpo de Bombeiros, antes de prestar depoimento. A Justiça havia decretado prisão preventiva de Vilma no dia 28 de abril pela acusação de ter seqüestrado Pedrinho de uma maternidade de Brasília há 17 anos. No último dia 9, novo pedido de prisão foi expedido, desta vez pelo caso Roberta, levada de uma maternidade em 1979. O pedido de prisão em relação ao seqüestro de Pedrinho foi expedido pelo juiz Adegmar José Ferreiro, da 10ª Vara Criminal de Goiânia, acatando denúncia do Ministério Público do Distrito Federal, que concluiu que Vilma foi responsável por levar da maternidade, em janeiro de 1986, o menino Pedro Rosalino Braule Pinto. Registrado em Goiânia como Osvaldo Borges Martins Jr., o garoto foi criado como filho natural de Vilma e seu marido, Osvaldo Martins Borges, que morreu no final do ano passado. A empresária afirmou que o casal conseguiu a criança com uma gari brasiliense, mas escondeu o fato para evitar a burocracia de uma adoção. No caso de Roberta, um exame de DNA feito pela polícia em fevereiro, sem o consentimento da jovem, comprovou que ela era Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, filha de Francisca Maria Ribeiro da Silva.