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Defesa apresenta alegações finais

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Curitiba, PR A defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht entregou ontem as alegações finais em um dos processos da Operação Lava Jato e fez críticas ao uso da teoria do domínio do fato contra ele. Preso desde junho do ano passado, o ex-diretor-presidente da empresa é acusado na ação de corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro em obras da Petrobras. Também é réu em outro processo ligado à Lava Jato. A teoria do domínio do fato ficou conhecida no Brasil no escândalo do mensalão, quando foi usada no STF (Supremo Tribunal Federal) para condenar o ex-ministro José Dirceu. No meio jurídico, é utilizada para punir o líder de uma organização pelo conhecimento de crimes. ESTRUTURA A defesa de Marcelo argumentou no documento, de 342 páginas, que o grupo é uma gigantesca rede, com estrutura altamente descentralizada, e que não havia como o réu saber de todos os detalhes do que acontecia na organização. A peça é assinada pelo advogado Nabor Bulhões. Os advogados anexaram no processo um vídeo em que quatro delatores da Lava Jato afirmam que não trataram de pagamentos ilegais com o empreiteiro. Foram juntados milhares de documentos pelo Ministério Público Federal, segundo a defesa, ouvidas 97 testemunhas arroladas pela defesa e acusação, sendo interrogados 12 réus, e não se identificou uma única prova do envolvimento de Marcelo Odebrecht nos crimes.

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