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Subprocurador assumirá Justiça

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Brasília, DF Um dia depois dos protestos contra seu governo, a presidente Dilma Rousseff definiu ontem que o subprocurador-geral da República, Eugênio Aragão, 56, é o novo ministro da Justiça. Aragão substituirá Wellington Lima e Silva que, na quarta (9), foi proibido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de acumular a carreira de procurador da Bahia com o cargo na Esplanada dos Ministérios. Nesta segunda, Silva apresentou sua carta de demissão. Pedi à presidente Dilma para sair devido a essas circunstâncias. Foi uma decisão pessoal, afirmou o agora ex-ministro à reportagem. Ele ficou 11 dias no cargo. A indicação de Aragão, um nome ligado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teve como objetivo evitar que a escolha fosse interpretada como uma tentativa de interferir nas investigações da Operação Lava Jato. Não se sabe ainda qual será a reação da Polícia Federal, subordinada ao ministério e com rivalidade histórica com a Procuradoria. Peemedebistas anti-Dilma e oposição consideram Aragão um nome próximo do círculo petista, tendo inclusive sido cogitado por duas vezes para ser indicado pela presidente a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo assessores, Dilma decidiu que não podia ficar, neste momento de crise, com uma indefinição sobre o futuro da pasta da Justiça. Apesar de também ter um cargo no Ministério Público Federal, o novo ministro não precisará renunciar à função pois entrou na carreira antes de 1988 e, portanto, não está sujeito à interpretação do STF que proíbe o acúmulo de quem entrou por concurso após aquele ano. A cerimônia de posse do novo ministro ainda não foi marcada.

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