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Delator relata propina de Furnas a Aécio Neves

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Brasília, DF Em sua delação premiada, o senador e ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), disse que sem dúvida o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, recebeu propina em um esquema de corrupção na estatal de energia Furnas Centrais Elétricas, que, segundo o delator, era semelhante ao da Petrobrás envolvendo inclusive as mesmas empreiteiras. Delcídio também disse que o tucano, quando era governador de Minas, agiu para alterar dados bancários do Banco Rural, do esquema do mensalão, que poderiam atingi-lo e a seus aliados. O ex-líder do governo é o terceiro delator da Lava Jato que implica o tucano com a estatal de energia. Ao contrário dos outros, contudo, Delcídio conhece o ex-diretor de engenharia de Furnas, Dimas Toledo, apontado como o responsável pelo esquema de corrupção, e disse ter ouvido do próprio ex-presidente Lula, em uma viagem em 2005, que Aécio o teria procurado pedindo que Toledo continuasse na estatal. Agora o PT, que era contra, está a favor. Pelo jeito ele está roubando muito!, teria dito o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme relato do delator. Delcídio afirma que seria necessário muito dinheiro para manter três grandes frentes de pagamentos a três partidos importantes (PP, PSDB e PT). Pode afirmar categoricamente que o esquema funcionava de maneira bastante ?azeitada? e de maneira bastante competente; que não há dúvida nenhuma que o esquema existia; que Dimas era muito competente e era muito difícil perceber o esquema ilícito, mesmo para os demais diretores.

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