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Manobra pode salvar Cunha na CCJ

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Brasília, DF Em uma manobra para ajudar a salvar o mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Partido da República (PR) substituiu dois integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para garantir um posicionamento favorável ao peemedebista. A comissão é importante porque nela está sendo analisada uma consulta, relatada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), que vai definir se o plenário da Câmara pode votar o pedido de cassação de Cunha mesmo se o Conselho de Ética aprovar somente uma suspensão de três meses contra ele. Lira defende que o plenário só pode votar a punição que for aprovada no conselho, sem mudar para uma punição mais grave. O PR colocou como suplentes da CCJ os deputados Jorginho Mello (SC) e Paulo Freire (SP), substituindo-os pelos deputados Laerte Bessa (DF) e Wellington Roberto (PB), ambos integrantes da tropa de choque de Cunha no Conselho de Ética. A mudança provocou protestos na CCJ, inclusive do próprio Jorginho. Só quero lamentar a minha substituição como titular dessa comissão, que foi feita sem eu saber, fiquei sabendo hoje [quarta]. Deve ser porque penso contrariamente ao deputado Lira, então meu partido me sacou da comissão. Então quero lamentar isso aqui. As críticas à manobra uniram a deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), que concordaram sobre o assunto. Aleluia disse que a Câmara está sendo aviltada. Estamos assistindo um espetáculo de troca de membros para aprovar uma consulta que tem um único objetivo: impedir que o plenário se manifeste. Nunca vi uma consulta da mesa da Casa para impedir que o plenário se manifeste, afirmou o deputado.

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