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Votação final deve ocorrer em julho

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Brasília, DF A votação no plenário da Câmara do parecer que recomenda a cassação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aprovado na terça (14) no Conselho de Ética, pode ocorrer daqui a cinco semanas e ser realizada em um período de Congresso esvaziado, o que eleva as chances de o presidente afastado da Câmara escapar da punição. A demora é uma decorrência, em parte, dos procedimentos entre a aprovação no Conselho e a efetiva votação no plenário da Câmara, quando é preciso o voto de pelo menos 257 dos 513 deputados para que Cunha perca o mandato. Ausências no dia dessa votação ou abstenções contam como voto favorável a ele. Se os prazos esperados forem cumpridos, o destino do peemedebista será votado em 19 ou 20 de julho, no início do recesso branco. Devido à análise do impeachment de Dilma Rousseff pelo Senado, o Congresso não deve entrar oficialmente em recesso, que normalmente vai de 18 a 31 de julho. A tendência, porém é que os deputados estejam boa parte do tempo fora de Brasília, pela proximidade das eleições municipais.

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