loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Advogado de Dilma entrega último documento da defesa

Ouvir
Compartilhar

Brasília, DF O advogado da presidente afastada, Dilma Rousseff, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, apresentou na sexta-feira, 12, o último documento escrito da defesa no processo de impeachment, chamado tecnicamente de contrariedade ao libelo acusatório. O documento foi protocolado na Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado faltando apenas três minutos para o fim do prazo, às 13h37. No texto, de 670 páginas, o advogado explora contradições e supostos erros no relatório apresentado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável à saída definitiva da petista, e apresenta um histórico do processo e dos principais argumentos da defesa, que tenta provar a inocência de Dilma frente a duas acusações de cometimento de crime de responsabilidade. Demonstramos, inclusive, as falhas gritantes do relatório porque provas foram truncadas, provas foram esquecidas, tabelas erradas foram juntadas, tudo na perspectiva condenatória. Fica claro que é um relatório de condenação e não de julgamento. Ele partiu da ideia de vamos condenar para construir as provas que viessem a demonstrar essa condenação. Como ele não tinha essas provas, ele começou a truncar, utilizar tabelas fora de contexto, afirmou Cardozo. Dilma é acusada de editar três decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar verba de bancos federais em programas que deveriam ser bancados pelo Tesouro, as chamadas pedaladas fiscais quando foram quitadas, em 2015, o valor pago foi de R$ 72,4 bilhões. O advogado também afirmou que há uma inovação apresentada por Anastasia em seu parecer que, no entendimento da defesa, pode levar à anulação do processo. De acordo com Cardozo, Anastasia considerou erroneamente uma interpretação sobre o prazo para o pagamento das pedaladas fiscais, o que fez que considerasse problemas anteriores a 2015, o que fugiria do escopo deste processo de impeachment.

Relacionadas