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Temer assume e diz que governo não é golpista

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Brasília, DF Três horas após o Senado afastar definitivamente Dilma Rousseff do comando do Palácio do Planalto, o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, deu posse na tarde de ontem a Michel Temer no cargo de novo presidente da República. Michel Temer contestou, na primeira reunião ministerial após a posse, a tese da oposição de que o afastamento da petista foi um golpe. Ele também afirmou que não aceitará divisão em sua base de apoio no Congresso Nacional. Elevando o tom da voz, Temer pediu aos ministros de seu governo reação às acusações de que sua gestão é golpista. O presidente disse que, durante o período em que estava comandando o País como interino, não respondeu às acusações dos adversários, mantendo, segundo ele, uma discrição absoluta. Agora, ressaltou Temer, não levará ofensa para casa. As coisas se definiram, e é preciso muita firmeza, afirmou aos integrantes do primeiro escalão. O Senado Federal cassou o mandato da petista, mas tomou posição favorável a ela ao permitir que ela atue na área pública, o que irritou o novo presidente. Segundo Temer, não é possível que parlamentares governistas adotem posições sem combinarem com o Palácio do Planalto, uma conduta classificada por ele como intolerável. Não será tolerada essa espécie de conduta. Quem não quer que o governo dê certo, declare-se contra o governo e saia, disse. O novo presidente chegou a afirmar que a decisão foi tomada sem a consulta ao governo federal e está sendo vista como uma derrota do Palácio do Planalto. Não foi derrota, mas o discurso que tem sido feito é nessa direção, que membros do governo, sem consulta, se manifestaram contra o governo, disse. A reunião ministerial começou por volta das 17h30, aproximadamente 40 minutos depois de ele ser empossado no comando do Palácio do Planalto em uma solenidade rápida no plenário do Senado.

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