Nacional
Plenário decidirá rito de cassação de Cunha
Brasília, DF O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que irá rejeitar as propostas de mudança no formato da votação do processo de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas que a palavra final sobre isso será do plenário da Casa. Aliados do deputado afastado querem alterar as regras da votação, marcada para as 19h da próxima segunda-feira, 12, com o objetivo de transformar a possível cassação de Cunha em uma suspensão do mandato por seis meses. Analisando o regimento da Câmara, a tradição, o natural é que a Câmara mantenha o mesmo rito das votações anteriores. (...) [mas] Não haverá nenhuma decisão isolada minha. Qualquer decisão seguirá o regimento da Casa e será sempre respaldada pela maioria do plenário, afirmou Maia. Na segunda, aliados de Cunha devem apresentar duas propostas de alteração da votação. A primeira é a de que sejam aceitas emendas ao parecer do Conselho de Ética que recomenda a cassação de Cunha. Caso essa proposta seja rejeitada, eles querem votar antes do parecer pela cassação o voto em separado apresentado por aliados no Conselho que prevê apenas a suspensão do mandato. Maia deve rejeitar esses pedidos a tradição da Câmara é votar o parecer do Conselho, sem emendas ou outras votações paralelas , mas cabe recurso ao plenário. Com isso, a palavra final será da maioria dos presentes na sessão. O presidente da Câmara afirmou ter certeza de que o destino de Cunha será definido na segunda-feira. Vou votar com pelo menos 420 [deputados presentes]. Mas espero 460.