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Mantega volta à mira da Lava Jato

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São Paulo, SP - O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega deixou a sede da Polícia Federal em São Paulo por volta das 14h de ontem, após o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, ter revogado sua prisão. Ele saiu da PF com o advogado em um carro com os vidros escuros sem falar com a imprensa. Mantega foi preso por volta das 7h50 no hospital Albert Einsten, onde acompanhava sua mulher, que tem câncer, em um procedimento cirúrgico. Ele foi alvo de mandado de prisão temporária na 34ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Arquivo X. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o empresário Eike Batista disse em depoimento ter pago US$ 2,35 milhões ao PT a pedido do ex-ministro. Mantega nega. Nesta fase da operação policial são investigados fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas FSPOs (Floating Storage Offloanding). Utilizando-se de expedientes já revelados pela Lava Jato, fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas. Mantega foi levado à sede da Polícia Federal, mas não chegou a depor. Seria transferido para a PF em Curitiba, base da Lava Jato. Antes disso, porém, o juiz Sérgio Moro revogou a ordem de prisão temporária do ex-ministro. Para o advogado de Mantega, José Roberto Batochio, a revogação da prisão foi um ato de legítima defesa da operação. Foi uma prisão desnecessária, abusiva, autoritária e sobretudo desumana pela coincidência com a cirurgia da mulher, disse Batochio.

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