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Eclipse lunar ser� vis�vel em todo o Brasil

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Campinas ? Nas localidades brasileiras em que o céu estiver limpo e sem nuvens, na noite de hoje e madrugada de amanhã, será possível observar um eclipse total da Lua, que deverá durar, no máximo, cerca de uma hora. O evento é resultado da projeção da sombra da Terra, que se interpõe entre o Sol e a Lua, que está na fase cheia. Enquanto a sombra terrestre se desloca, projetada sobre a superfície lunar, é possível enxergar com muita clareza crateras, mares, montanhas e outras formações de relevo. Com muita sorte, existe até a chance de se registrar a queda de algum meteoro. A observação pode ser feita a olho nu, com binóculos ou telescópios, de qualquer tamanho. Atualmente, com os recursos tecnológicos disponíveis, os eclipses lunares praticamente não são usados em estudos astronômicos, mas continuam sendo um espetáculo. Este evento começa hoje às 22h08, com a fase chamada penumbra, em que a Terra bloqueia parte dos raios solares. A Lua fica um pouco mais escura, mas isso quase não é perceptível. A partir das 23h06, ocorre a fase chamada umbra, em que a Terra realmente bloqueia os raios solares e a Lua perde o brilho. Em seguida, à 0h14, já na sexta feira, tem início o máximo do eclipse, quando a sombra da Terra se projeta sobre a superfície lunar. O auge ocorre à 0h40 e o final do eclipse, como popularmente conhecido, à 1h06, sendo que a Lua volta a sair da umbra às 2h17 e da penumbra só às 3h15. Variações Durante o máximo do eclipse, a Lua se apresenta escura, em tons entre o ocre e o avermelhado. As variações de tom dependem da maior ou menor quantidade de partículas resultantes de erupções vulcânicas, presentes na alta atmosfera terrestre, segundo informa o astrônomo Júlio César Penereiro, do Observatório de Capricórnio, localizado no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo. ?Quanto maior a atividade vulcânica recente, mais avermelhada parece a Lua?, comenta. Se, além de partículas, houver cinzas, de erupções bem recentes, o eclipse se torna bem escuro?, afirmou. De acordo com informações da Agência Espacial Norte-americana (Nasa), nos últimos seis meses, a atmosfera terrestre acumulou emissões de diversos vulcões, como o Etna (Itália), Fuego (Guatemala), Colima (México), Chykurachkie (Ilhas Kurile), Tungurahua (Equador) e, nos últimos dias, o Ulawun (Papua Nova Guiné) e o Kliuchevskoi (Rússia), mas sem grande quantidade de cinzas. O eclipse lunar, portanto, promete ser bem avermelhado, adquirindo até alguns tons de violeta, se visto de regiões onde o ar é mais poluído.

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