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Temer sanciona recuperação fiscal dos estados

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Brasília, DF O presidente Michel Temer sancionou sem vetos na sexta--feira, 19, o projeto de lei que cria o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e Distrito Federal (RRF). A proposta suspende o pagamento das dívidas estaduais com a União por três anos, prorrogáveis por mais três, desde que sejam adotadas contrapartidas com medidas de ajuste fiscal. A sanção estará no Diário Oficial da União na segunda-feira, 22. Mais cedo, Temer conversou com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, informando que sancionaria o projeto. A ligação foi confirmada pelo governo do Rio, estado que se encontra em calamidade financeira e um dos maiores interessados na recuperação fiscal. O Rio Grande do Sul também deve aderir ao regime. Com a sanção presidencial, Temer tenta dar ares de normalidade à rotina do Palácio do Planalto, um dia após ter reagido à acusação de dar aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha nas investigações da Operação Lava Jato. Temer orientou a equipe ainda na quinta-feira a partir para o enfrentamento, na tentativa de mostrar que não está acuado nem com as delações feitas pela JBS, nem com o inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigá-lo por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa. O texto foi aprovado no Senado na última quarta-feira, 17, após um acordo para que deputados colocassem em pauta o projeto da convalidação de incentivos fiscais, que regulariza benefícios fiscais concedidos por estados sem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A previsão é que a matéria seja votada na Câmara na próxima terça-feira, 23. O projeto da recuperação fiscal foi enviado ao Congresso pelo Planalto em fevereiro. Desde então, o governo vem articulando para aprovar a proposta, que pode atender aos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A proposta levou meses de discussão para ser aprovada na Câmara. Ao chegar ao Senado, porém, foi apreciada em regime de urgência. No fim do ano passado, um projeto que também tratava de dívidas estaduais foi aprovado, mas acabou parcialmente vetado pelo presidente Michel Temer, porque, ao passar pela Câmara, contrapartidas foram retiradas do projeto.

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