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Relatório da reforma trabalhista é dado como lido em comissão
Brasília, DF O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) apresentou, ontem, parecer favorável à reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Seu relatório não traz mudanças em relação ao projeto aprovado pela Câmara, mas propõe que o presidente Michel Temer vete alguns pontos da reforma ou altere outros por meio da edição de medida provisória. Isso já era previsto porque, se houvesse mudanças, o texto teria de voltar à Câmara para ser analisado novamente. O governo e sua base no Congresso querem que o projeto seja aprovado com rapidez para demonstrar força em meio à crise política. O relator recomenda que sejam vetados ou modificados alguns pontos da reforma trabalhista, como: possibilidade de gestantes trabalharem em locais insalubres, possibilidade de acordo individual para a jornada 12x36, criação do trabalho intermitente, possibilidade de negociação do intervalo para almoço, nomeação de um representante dos trabalhadores dentro das empresas, revogação dos 15 minutos de descanso antes de a mulher fazer hora extra. Após intenso bate-boca e muito nervosismo, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), desistiu de retomar a reunião em que estava prevista a leitura do relatório sobre o projeto de lei da reforma trabalhista. Jereissati deu como lido o relatório e marcou a votação da reforma na comissão para a próxima terça-feira (30). Antes, contudo, Jereissati tentou reabrir a reunião da comissão para a leitura do relatório após 50 minutos de interrupção, mas foi impedido pelos senadores de oposição. Exaltados, os senadores que se posicionavam contra a reforma puxaram os microfones do presidente um dos aparelhos chegou a ficar avariado e colocaram as mãos sobre a mesa, impedindo a continuidade dos trabalhos.