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TST declara greve abusiva e Correios fará desconto salarial
São Paulo, SP O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou abusiva a paralisação dos funcionários dos Correios, iniciada há dez dias. Em decisão liminar proferida na quinta--feira, 28, o vice-presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira, apontou que os trabalhadores não poderiam suspender as atividades enquanto as negociações com os Correios não estavam concluídas. Houve adesão à greve com negociação ainda não encerrada, o que implica a abusividade, escreveu o magistrado em sua decisão. Diante do parecer do TST, que destaca que se os trabalhadores de determinado segmento se encontram em greve e esta é considerada abusiva, simplesmente significa que não estão em greve, os Correios decidiram descontar os dias não trabalhados pelo funcionários que aderiram à greve. Na sexta-feira, 91.651 (84,42%) funcionários dos Correios estavam trabalhando. Segundo a categoria, a greve foi iniciada pelos trabalhadores após as negociações com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) terem sido adiadas sucessivamente, com pontos negligenciados durante reuniões ocorridas. Alterações e exclusões de cláusulas relacionadas à saúde não teriam sido debatidas adequadamente. Os funcionários também querem que o reajuste salarial proposto pelos Correios, de 3% a partir de janeiro de 2018, seja retroativo a agosto de 2017. Na semana que vem, os Correios devem ingressar no TST com uma ação de dissídio coletivo, explicou a assessoria de comunicação da estatal. Os Correios citam a decisão do TST em nota, antes de explicar que o desconto será realizado nas folhas de pagamento de setembro e outubro, atingindo também os benefícios dos profissionais. Cabe ao empregador adotar as providências que entender pertinentes, conforme sua conveniência, partindo da premissa de que para tais trabalhadores não há greve, mas simplesmente ausência ao trabalho, desvinculada de qualquer movimento paredista, afirmou o vice-presidente do TST.