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Lava Jato mira doleiros de Cabral

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Rio de Janeiro, RJ Uma das maiores operações já montadas pela Lava Jato a incluir o Rio, a Operação Câmbio, desligo, deflagrada ontem, tendo como alvos 45 doleiros que operavam para o ex-governador Sérgio Cabral (MDB), prendeu também 30 pessoas, entre os quais dois doleiros que trabalhavam para a JBS. Conhecidos pelos apelidos Paco e Raul, eles foram capturados no Uruguai. Segundo a Procuradoria da República, foi montado pelo grupo de Cabral um banco paralelo, que lavava dinheiro sujo no Brasil e no exterior, e que também foi utilizado pela Odebrecht. Esta foi a maior investida contra a lavagem de dinheiro no País desde a do Banestado, afirmou o coordenador da Lava Jato no Rio, procurador Eduardo El Hage. Os doleiros faziam a junção entre demanda de dólar no exterior e de real no Brasil. Precisavam ter uma rede complexa de financiadores, era tal qual um sistema bancário. Essas contas têm íntima relação com todo o ciclo da corrupção no Brasil. Juca e Tony (doleiros de Cabral) forneciam serviços para empreiteiras como a Odebrecht, explicou o procurador da República Rodrigo Timóteo. A operação contou com o apoio de autoridades uruguaias e mirou em doleiros que serviram no Brasil e no exterior ao esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas atribuído ao ex-governador. Segundo as investigações, foi movimentado mais de US$ 1,6 bilhão. Pelo menos US$100 milhões seriam de Cabral.

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